Lei da Ficha Limpa
Sou contra a Lei da Ficha Limpa. Calma irei explicar a razão
dessa visão.
Vivemos em um país que precisa de uma lei para barrar
criminosos condenados a se candidatar a cargos públicos.
O mínimo que se espera de um cidadão é que ele não cometa
crimes, por isso não vote em alguém que a sua maior qualidade é ser “Ficha
Limpa”.
Se gabar por não ter cometido crimes é igual se gabar por não
concordar com o nazismo.
O mais interessante é que vários candidatos receberam
milhares de votos já foram condenados e por alguma razão a lei eleitoral não
barrou a candidatura destes seres.
O pior é que sem uma lei dessa natureza as candidaturas mais
absurdas seriam validadas, mesmo assim acredito que uma lei deste tipo não
deveria nem ser considerada, por ser tão básico que todos deveriam seguir.
Sem querer ofender quem votou em nomes como Paulo Maluf, mas
falta bom senso a este tipo de pessoa, sinceramente não entendo como mais de
250 mil pessoas votaram em um político que é procurado pela Interpol e se sair
do Brasil é preso quase automaticamente.
Mudança política é no legislativo.
Muitos lutaram nas manifestações de junho de 2013, mas votaram
nos mesmos.
Esta frase é batida, mas ocorre de dois em dois anos, tanto
nas eleições estaduais quanto nas municipais.
O grande problema é apenas se importar em quem vai votar
para presidente, governador e prefeito, quando na verdade os cargos legislativos
são os que realmente fazem a diferença para a mudança do país. Um governador
não tem poder nenhum se os deputados estaduais barrarem seus projetos, assim
como os senadores e deputados federais para a presidência.
Como estes cargos não tem limite de tempo ou de reeleição é
normal que candidatos com mais de 20 anos de exercício continuam se reelegendo.
Por isso deve-se pensar primeiramente em um bom candidato
para estes cargos e depois acompanhar debates para definir os outros cargos
políticos.
Concordo que a mudança tem que ser no legislativo e também sou contra a lei da ficha limpa. Além dos seus motivos realmente válidos, ninguém deveria se gabar de não ter cometido crimes, sou contra mais porque dependendo do caso quem já foi condenado também deveria ter voz. Parece absurdo, mas pense: alguém que passou um tempo na prisão pode ser que tenha muito mais substrato para tratar desse problema, aliás, qualquer restrição a candidaturas deveria ser vedado, por exemplo a de analfabetos que gerou o maior auê quando o Tiririca foi eleito (o que aliás não parece tanta palhaçada). Talvez, a lei pudesse mudar um pouco e ser tipo uma lei da transparência, os políticos deveriam deixar explícitos se já foram condenados criminalmente etc. Mas restringir a candidatura não parece ser o caminho, não adianta, pelo menos na minha opinião.
ResponderExcluirConcordo com você, até porque em muitos casos os candidatos que foram cassados voltam a se candidatar pelo recurso de prescrição de processo judicial. Concordo também que restringir candidatura de qualquer pessoa é algo inconstitucional, mas penso que em uma realidade utópica os candidatos que fossem condenados deveriam ser tirados do poder pelo próprio povo, da maneira mais simples possível, escolhendo outros nomes e provocando assim uma mudança real na política.
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